30 de Novembro de 2008

Instrumento de sopro, fabricado em metal mas genericamente pertencente à família das madeiras, uma vez que a emissão do som se faz através da vibração de uma palheta simples (normalmente de bambu) presa numa boquilha semelhante à do clarinete e a articulação dos vários graus tonais se faz através da utilização de um mecanismo de chaves semelhante ao da flauta transversal.

Possui 26 orifícios accionados por 23 chaves (instrumentos mais actuais) com sapatilhas de couro ou outro material similar.

O formato é praticamente idêntico a todos, sendo de forma similar a um cachimbo ou ainda recto. Os mais usados são os saxofones soprano, alto, tenor e barítono, existindo, contudo, outros.

Alguns dados sobre o seu criador

A história do saxofone remete-nos para um período temporal de cerca de 150 anos. Apesar de parecer muito tempo, a verdade é que o saxofone é um dos instrumentos mais recentes do espectro musical.

Foi inventado por Antoine Joseph (Adolphe) Sax, daí a origem do seu nome. Sax era um músico talentoso e um exímio fabricante de instrumentos musicais.

Sax, de origem judaica, cresceu num meio ligado ás artes em geral e à música em particular; o seu pai era um conceituado fabricante de instrumentos musicais e aos 6 anos de idade o próprio Sax era já um expert na matéria.

Inteligente e extraordinário músico, Sax apercebeu-se da disparidade tímbrica entre os instrumentos de corda e os de sopro e, entre estes, entre os de madeira e de metal. As cordas eram "abafadas" pelos instrumentos de sopro e as madeiras eram "abafadas" pelos metais. Sax lembrou-se de criar um instrumento que fizesse "a ponte" entre estas 3 famílias de instrumentos, surgindo assim um instrumento com o "corpo" de um instrumento de metal e o bocal/boquilha de um instrumento de madeira; e assim nasceu o saxofone!

Apesar de ser de metal, o saxofone pertence à família das madeiras. Isso ocorre porque ele combina na sua construção a palheta simples, com a boquilha como o clarinete, e o corpo cónico do oboé, com o interessante mecanismo de chaves da flauta moderna, introduzido por Böehm, em 1847. Uma classificação mais interessante para esses instrumentos de sopro hoje seria: instrumentos de chaves.

O saxofone foi patenteado em 20 de Março de 1846 e desde então tornou-se um instrumento indispensável em qualquer tipo de agrupamento musical devido à sua versatilidade e beleza tímbrica.


A generalização do seu uso

O primeiro saxofone, afinado em Dó (grave) foi apresentado pela primeira vez em 1841 ao compositor francês Hector Berlioz, que ficou fascinado com o timbre, versatilidade e mecânica do instrumento. No ano seguinte, Sax mudou-se para Paris para dar a conhecer a sua invenção. Uma inteira família de saxofones surge nesta altura – 14 ao todo – de diferentes tamanhos e afinações.

Só a partir de 1845, porém, o saxofone é introduzido de modo generalizado nas bandas, e tal fenómeno tem por base uma história curiosa: Por volta desse ano (1845) as bandas militares francesas ainda usavam o instrumental tradicional das orquestras, sem saxofone. Sax resolveu então apresentar um desafio – colocar frente a frente, em despique, 2 bandas, uma com saxofones e outra com o instrumental tradicional. Reza a história que o sucesso estrondoso que obteve a banda de Sax, com 28 músicos ( a banda militar francesa tinha 35) foi de tal ordem, que nesse mesmo dia o saxofone foi introduzido oficialmente no instrumental das bandas militares francesas. Daqui até à sua generalização pelas bandas de todo o mundo foi apenas um pequeno passo.

O saxofone aparece pela primeira vez na orquestra em 1846. No início do Século XX, alguns compositores escreveram solos para saxofone e orquestra como a "Rhapsody" (1903) de Claude Debussy e a "Fantasia Para Saxofone Soprano e Orquestra" de Heitor Villa Lobos. Villa Lobos escreveu ainda diversas peças para câmara, onde aparece o saxofone como os Choros #3, 6, 7, 8, 10, 11 e 12


A adaptação a uma nova era

Muitos compositores começaram entretanto a compor para saxofone, mas seriam necessários mais 75 anos para que o saxofone começasse a ser usado em estilos musicais mais populares como, por exemplo, do domínio da música de dança.

Para ser usado nestes novos domínios de expressão musical, o saxofone teria que ser "adaptado" ou modificado de modo que o seu timbre melancólico, suave e balanceado pudesse "competir" com o som mais estridente e agreste dos trompetes, com o ruído das percussões e com os ambientes acústicos próprios dos locais onde a música era tocada. Assim, a boquilha do saxofone foi encurtada e tornada mais rectilínea, conferindo ao timbre do instrumento novas propriedades. O jazz tornou-se, desde então, o meio por excelência de rentabilização do potencial tímbrico deste instrumento.

Hoje em dia, quase ninguém fica indiferente ao som do saxofone e toda a gente, mesmo aqueles que não estão ligados ao meio musical, consegue reconhecer o seu som único! Apesar de na música erudita e sinfónica o saxofone não se apresentar com papel de destaque, é usado em quase todos os domínios e formas de música, desde o Jazz à música de dança, passando pela música filarmónica, étnica, etc.

Nas bandas filarmónicas, é comum encontrarem-se 4 tipos de saxofones que são os mais populares hoje em dia, dado que dos 14 modelos apresentados por Sax apenas alguns sobreviveram.

Os saxofones que se encontram nas bandas filarmónicas hoje em dia são: O Saxofone Alto (afinado em Mi b) cuja acção é essencialmente melódica, o Saxofone Tenor (afinado em Si b) cujo som grave se presta a uma utilização mais harmónica/contra-melódica, o Saxofone Soprano (afinado em Si b) cujo tímbre mais "metálico" o leva a uma utilização frequentemente em uníssono com os metais (nomeadamente trompetes) e o Saxofone barítono (afinado em Mi b) que, sendo dos instrumentos que actuam no registo mais grave, se juntam às tubas e contra-baixos na sustentação harmónica das obras musicais.
 

 

in Bandas Filarmónicas

publicado por fupg às 10:10

29 de Novembro de 2008

 

Hoje a nossa filarmónica, irá actuar no cortejo que antecede aos crismas na freguesia de Guadalupe. Pelas 18.30 locais, a nossa filarmónica irá acompanhar o bispo da Diocese de Angra para posteriormente celebrar os crismas, o cortejo terá o seguinte percurso:

 

Casa do Povo de Guadalupe - Largo de Guadalupe - Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe

 


 

 

 

publicado por fupg às 16:32

Instrumento musical de sopro. Compreende um tubo, geralmente de madeira, que tem a extremidade em forma de campânula e um bocal cônico com uma única palheta. Tem quatro registros: grave, médio, agudo e superagudo. Os sons são produzidos quando se sopra através da palheta, enquanto os dedos do músico abrem e fecham os orifícios ao longo do tubo.

Considerações Históricas

O predecessor do clarinete foi a charamela que se pode considerar como o primeiro instrumento musical de palheta única. Apareceu em finais de 1600 e era muito pouco versátil e funcional uma vez que a tua tessitura não chegava sequer às 2 oitavas.

Johan Christoph Denner (Nuremberga) e o seu filho Jacob são apontados como os “inventores” da chamada “chave de registo” que permitiu à charamela aumentar significativamente o seu registo tímbrico. Contudo, curiosamente na charamela ( e actual clarinete) a mudança de registo faz-se ao intervalo de 12ª ao passo que nos restantes instrumentos de palheta tal transposição ocorre à 8ª. Dessa forma, por exemplo, com todos os orifícios tapados e sem a “chave de registo” accionada o clarinete emite a nota Mi, ao passo que com a chave activa não emite a oitava superior dessa nota mas sim a nota Si num intervalo de 12ª.

Devido a esta inovação introduzida por J. C. Denner, este último é considerado como o inventor do clarinete.

O clarinete é ainda distinto e único em termos da configuração do seu corpo. Enquanto os outros instrumentos de sopro apresentam uma configuração cónica (até mesmo a flauta), alargando à medida que se avança de uma extremidade para a outra, o corpo do clarinete é cilíndrico, o que justifica a excepcional mudança de registo já referida e uma unicidade em termos das suas particularidades tímbricas.

Em finais de 1700 o clarinete sofreu diversas fases evolutivas com a introdução de novas chaves e alterações ao nível do diâmetro e posições dos orifícios, por exemplo. Iwan Muller (Alemanha) desenvolveu nesta fase o clarinete de 13 chaves cuja popularidade se manteve até finais do séc. XIX.

Entre 1839 e 1843, Klosé e Buffet adaptaram ao clarinete o sistema Bohem (da flauta) de colocação dos dedos. Apesar deste ser o sistema habitualmente utilizado hoje em dia, subsistem ainda outros sistemas, como é o caso dos sistema “Albert” e “Oehler” (usados sobretudo na Alemanha).

O “basset horn” é um tipo de clarinete habitualmente afinado em Fá.
 

 

in Bandas Filarmónicas

publicado por fupg às 10:10

28 de Novembro de 2008

 

Temos mais fotos no nosso link "FOTOS FUPG", bem como no nosso hi5 em http://filarmonicaupg.hi5.com. Atenção só conseguirá aceder á nossa página se for membro do hi5 e posteriormente nosso amigo.

Para ver as fotos aqui no nosso blog basta, aceder ao link que diz "FOTOS FUPG" e ver o slide que diz "ENSAIOS". Divirta-se a ver as fotos dos ensaios, inclusivé o de hoje!

 

FILARMÓNICA UNIÃO PROGRESSO DE GUADALUPE, SEMPRE NA VANGUARDA DA CULTURA!!!

 

publicado por fupg às 21:00

A flauta existe desde a Idade da Pedra, sendo dos instrumentos mais antigos usados pelo Homem. Além disso, encontra-se em praticamente todas as culturas. Assim, torna-se impossível traçar a história, ainda que resumida, da flauta nas suas múltiplas formas, pelo que nos iremos restringir à evolução recente da flauta transversa.

ALGUNS DADOS HISTÓRICOS

A flauta transversa, à semelhança de muitos outros instrumentos, chegou à Europa no tempo do Império Bizantino.

Segundo David Munrow a flauta transversa pode ser encarada como a racionalização do princípio da flauta de Pã (ou siringe), sendo a sua expansão mais ou menos paralela ao declínio desta.

Durante a Idade Média a flauta transversa foi usada sobretudo como instrumento militar na Suiça e na Alemanha. Daí de expandiu para outros países sob o nome flûte allemande e Schweizerpfeife.

 

in Bandas Filarmónicas

publicado por fupg às 10:12

27 de Novembro de 2008

O trompete é provavelmente , dos instrumentos musicais actualmente existentes, aquele que mais evoluiu ao longo dos tempos.

A sua longa história teve início quando nos primórdios da humanidade os nossos antepassados começaram a usar materiais ocos (como cornos de animais ou conchas de moluscos) para amplificar o som.

Desde então, imensas alterações foram sendo introduzidas, de tal modo que o trompete dos nossos dias tem muito pouco a ver com o seu predecessor.

A mais antiga evidência da existência do trompete remonta a cerca de 1500 AC, de acordo com as pinturas encontradas no túmulo do imperador egípcio Tutankhamon. Os trompetes egípcios eram constituídos por um tubo com cerca de 120 cm, construídos em prata ou bronze e eram utilizados sobretudo como meio de sinalização, como por exemplo de batalhas ou da chegada de alguém.

Este aliás, parece ter sido o uso privilegiado do trompete ao longo de uma parte muito significativa da sua história, pelo menos até cerca de 1800, altura em que a introdução de válvulas permitiu a expansão cromática do instrumento e o catapultou para a ribalta.

De facto, antes da introdução do sistema de válvulas, o trompete estava confinado à emissão de sons em intervalos naturais (dependentes do comprimento do tubo) o que limitava o seu uso, enquanto instrumento musical, a fanfarras e agrupamentos similares.

Vestígios do uso do trompete são ainda encontrados em outras civilizações antigas, desde a Grécia à China, passando pela Índia, Roma antiga e Japão. O Dung, espécie de trompete usado no Tibete, ainda subsiste nos dias de hoje. Tem quase 5 metros de comprimento.

O trompete assumia na antiguidade um papel quase sagrado. No Tibete, em Roma e Israel, por exemplo, o seu carácter sacro significava que apenas os sacerdotes o podiam usar. As próprias referências bíblicas ao trompete estabelecem uma forte conotação entre este instrumento e as vozes dos anjos.

Não obstante o carácter de imponência conferido ao trompete, durante uma significativa parte da sua história os trompetistas não tiveram a mesma sorte... De facto, durante a idade média, por exemplo, apesar de a musica dos trompetes anunciar a chegada do rei e animar os serões da corte e de os trompetistas serem ornamentados com trajes especiais, estes últimos encontravam-se na base da pirâmide social e eram tratados como servos.
 

 

in Bandas Filarmónicas

publicado por fupg às 10:10

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